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Biodigestor LFC: solução definitiva para processamento de resíduos de alimentos em cozinhas profissionais

Publicado em 27 de março de 2018

O resíduo de alimento é uma realidade inconveniente em qualquer cozinha profissional, que tem como foco a produção de refeições com qualidade, agilidade e escala. A gestão e destinação adequadas são essenciais para o cumprimento de normas sanitárias e assegurar um ambiente limpo e saudável. O envio para aterros sanitários e lixões é prática comum, agrava nossa realidade ambiental e encarece sua operação com gastos recorrentes, mas é uma prática desnecessária graças a inovação e avanços da tecnologia.

Entre os desafios para qualquer cozinha profissional é o gerenciamento diário de resíduos de alimentos gerados em alto volume. Seja em indústrias, hospitais, hotéis, shopping centers, escolas e outros setores, estima-se cerca de 250g de resíduo de alimento gerado para cada refeição servida, em que a opção convencional é o armazenamento em câmara fria e envio para aterros ou lixões.

A alternativa mais comum é a compostagem, processo ambientalmente correto mas que, devido a limitações no local de instalação, custos operacionais, ou prioridade da operação, nem sempre é uma opção viável.

O biodigestor chega ao mercado brasileiro como uma solução definitiva para o processamento e destinação dos resíduos de alimentos, possibilitando que gestores de cozinhas profissionais transformem essa realidade inconveniente em um processo automatizado, com praticidade, eficiência e sustentabilidade, trazendo impactos imediatos em redução de custos, ganhos operacionais e ambientais, com informações online em tempo real, na palma da mão.

O que é um biodigestor?

O biodigestor LFC (Liquid Food Composter) foi criado pela Power Knot para uso em cozinhas profissionais de grandes fontes geradoras em diversos segmentos como hotéis, hospitais, indústrias, shopping centers, entre outros. A tecnologia vem do Vale do Silício, está presente em 20 países, e está disponível no Brasil através da Eco Circuito, conforme explica Eduardo Prates, fundador da empresa.

Nossa tecnologia se encaixa perfeitamente na dinâmica operacional da cozinha, onde a mão de obra se limita ao simples descarte do resíduo no equipamento, a qualquer momento, tornando o processamento e destinação 100% automatizado. Seu único subproduto é um efluente líquido, 100% natural, rico em nutrientes, e pode ser destinado a áreas verdes para fertirrigação, para uma ETE para geração de água de reuso, ou destinado ao ralo. Basta descartar o resíduo e o equipamento cuida do resto, utilizando apenas 15% da energia consumida pelas composteiras elétricas para processar a mesma quantidade de resíduos.

Eduardo explica que o processo utiliza água e microrganismos como agentes transformadores dos resíduos, ao criar o ambiente adequado para a biodigestão acelerada dos resíduos alimentos, e descarga automática dos materiais. O processo é natural e há 3 opções para reutilização do efluente: (1) fertirrigação de áreas verdes, preferencialmente com estrutura hidráulica automatizada (2) geração de água de reuso para as instalações ou para o próprio processo, em ciclo fechado, caso a operação contenha uma estação de tratamento de efluentes, ou (3) destinação ao ralo, alternativa mais comum e conveniente. Seja qual for a opção, os resíduos retornarão para a natureza, onde todos se beneficiam.

“Qualquer alimento, seja cru ou cozido, incluindo frutas, legumes, carnes, peixes, queijos, pães, arroz, massas, entre outros, podem ser descartados no biodigestor LFC. Como o processo é aeróbio, a presença de oxigênio inibe a geração de gases, e não gera fortes odores, possibilitando a instalação do equipamento na área de lavagem ou central de resíduos“.

O equipamento trabalha em ciclo operacional contínuo sem interrupções, e atende a necessidade constante do descarte na cozinha, seja após o café da manhã, durante o almoço ou jantar, assim  eliminando a armazenagem de resíduos em outros recipientes ou câmaras frias até o momento de sua destinação. O equipamento acaba se tornando uma lixeira inteligente, processa seus resíduos e descarta automaticamente o efluente, minimizando a logística dos resíduos e liberando a mão de obra para outras atividades.

Além de ser compacto e não demandar grandes espaços ou adequações de infraestrutura, o equipamento é plug and play, pronto para uso, e também conta com certificações de segurança para processadoras de resíduos no padrão UL:430 2009, assim como a CSA-C22.2, padrão contra risco de choque elétrico e incêndio do Canadá, compatíveis com a NR12 no Brasil.

O biodigestor é uma solução compacta para a estrutura de cozinhas profissionais

 

Algumas empresas que já utilizam o equipamento nos Estados Unidos, por exemplo, relatam benefícios econômicos, operacionais e ambientais, conforme pontua o gestor:

“O Grand Hyatt na Florida registrou um aumento em sua taxa de desvio de resíduos para aterros, enquanto o JW Marriott em Miami otimizou seu desempenho com metas de resíduo zero. Ambos clientes reduziram sua pegada de carbono, com impacto direto em custos operacionais com energia, água e disposição de resíduos. Muitas empresas já pensam no médio e longo prazo, pois participar da cadeia defasada dos aterros e lixões é coisa do passado. O futuro está aqui, e o processamento in-loco de resíduos de alimentos elimina gastos recorrentes cada vez mais maiores com empresas de coleta. Em termos financeiros, o ideal é direcionar o orçamento de um opex ‘sujo’ para um capex ‘limpo’ para implementação de um processo sustentável para destinar seus resíduos”.

Quais são as principais vantagens do biodigestor?

O principal e primeiro ponto de vantagem do biodigestor é sua praticidade e automação para tornar o dia a dia da cozinha e seus resíduos mais simples e eficiente. “O foco da cozinha é produzir alimento, e a tecnologia otimiza o tempo da equipe na disposição dos resíduos. Não serão mais necessários grandes recipientes de lixo ou câmaras refrigeradas para armazenar o resíduo, ou a constante higienização destas áreas para reprimir odores ou ocorrência de pragas”, enfatiza Eduardo.

Como consequência desse processo, o uso do equipamento também gera um impacto direto na operação, no meio ambiente e para a população. “O uso do biodigestor é uma alternativa de desvio aos aterros, tornando possível minimizar custos operacionais com coleta, mão de obra e materiais, e excluir sua operação dos impactos ambientais negativos gerados com os métodos tradicionais de descarte”.

A tecnologia vem do Vale do Silício, berço de inovação e conectividade, e possibilita um monitoramento completo da atividade e processamento em tempo real. Indicadores de desempenho, configuração do ciclo operacional, relatórios e estatísticas estão disponíveis no próprio equipamento através de uma tela touch-screen, ou no portal LFC-Cloud, acessível por qualquer computador ou mesmo através de um smartphone. “Toda atividade do biodigestor é constantemente registrada, seja a quantidade processada, número de abastecimentos, ou temperatura do processo, e o equipamento envia alertas por e-mail caso o processo for interrompido, seja por falta de água ou até se o operador esquecer a porta aberta. O acesso a essas informações em tempo real garante o bom funcionamento do processo e traz tranquilidade para o gestor”.

Seguem algumas características e principais benefícios de uso de um biodigestor:

  • Tecnologia verde com impacto imediato na eficiência da operação;
  • Automatiza o processamento e potencializa a redução de custos na destinação de resíduos de alimentos;
  • Proporciona ganhos em limpeza geral, reduz a ocorrência de pragas, insetos e odores e possibilita a alocação da equipe para outras tarefas;
  • Contribui para a empresa alcançar metas de Sustentabilidade, Resíduo e Aterro Zero, e auxilia no desenvolvimento de uma marca mais ambientalmente responsável;
  • Elimina o envio do resíduo orgânico para aterros e geração de gás metano (CH4), e reduz impacto indireto de emissões por caminhões de transporte;
  • Economia Circular: resíduo retorna ao meio ambiente como biofertilizante líquido, ou como água de reuso.

Como ter um biodigestor em minha cozinha?

Responsável pela distribuição do biodigestor LFC no país, Eduardo explica que a Eco Circuito tem uma meta ousada: “Queremos atingir uma capacidade de processamento de 5% do volume de resíduos orgânicos gerados no município de São Paulo, o equivalente a 115 mil toneladas por ano para evitar a geração de 300 mil toneladas de CO2 equivalente e gerar mais de 400 mil metros cúbicos de água de reuso”.

Para que seja possível atingir essa meta, a Eco Circuito tem investido no engajamento das empresas e parceiros, e destacar que existem alternativas eficazes ao descarte tradicional, enfatizando que não é apenas uma questão de sustentabilidade, mas também de economia, em que todos podem ganhar com a destinação adequada de resíduos gerados pela cozinha profissional.

“Estamos envolvendo especialistas em gestão de cozinhas, preparo de alimentos, e gestão de resíduos para mostrar que existem diversas iniciativas a serem implementadas para minimizar os diversos impactos gerados pela cozinha. Profissionais como Henrique Michalany, Ana Rita Cohen, Alexandre Meza e Érica Sena tem contribuído com esse processo, bem como tantas outras pessoas que acompanham e contribuem para nossa iniciativa de engajamento. Mas é preciso botar a mão na massa e colocar essas iniciativas em prática. Somente o engajamento em diversas frentes poderá gerar impactos mensuráveis”.

No Brasil, o Patio Malzoni, edifício comercial de São Paulo com certificação LEED, pioneiro no uso do biodigestor LFC, processou 8 toneladas de resíduos de alimentos no último semestre de 2017, gerando 24 mil litros de água de reuso, e evitou a geração de 32 mil toneladas de GEE (gases do efeito estufa) em CO2 equivalente.

Se você quer saber como o biodigestor LFC pode ajudar sua cozinha a automatizar o processamento de resíduos de alimentos, e contribuir para a economia e os impactos ambientais, entre em contato com a Eco Circuito e solicite uma avaliação.

biodigestor LFC

 

Letícia Spinardi 31 de agosto de 2018

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