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Virada Sustentável coloca em pauta tecnologias e soluções para resíduos orgânicos

Publicado em 27 de agosto de 2018

O encontro realizado no dia 24 de Agosto reuniu especialistas do setor para discutir as iniciativas e desafios do mercado para a implementação de alternativas sustentáveis na gestão de resíduos orgânicos. Saiba mais!

Virada Sustentável coloca em pauta tecnologias e soluções para resíduos orgânicos

A última semana marcou a realização da oitava edição da Virada Sustentável em São Paulo, um movimento de mobilização colaborativa em prol da sustentabilidade que é considerado o maior festival do tema no Brasil.

Com uma programação completa e repleta de atrações, um dos destaques foi a roda de conversa “Resíduos Orgânicos”, que reuniu os profissionais Eduardo Prates – Diretor da Eco Circuito, Claudio Spinola – representando a Morada da Floresta, Leandro Toledano – da HomeBioGas, Francisco Luiz Biazini Filho da Rede Resíduo e Luiz Carlos Aceti Jr em nome da Aceti Senise Paiva Advogados para um bate papo sobre os principais desafios para destinação correta, reaproveitamento e valorização dos resíduos orgânicos, bem como as soluções que estão sendo implementadas por meio da criatividade, inovação e tecnologia.

Mediados por Luciana Caran, Coordenadora GT Resíduos Orgânicos da Abraps e fundadora da Rede Mottai, a pauta do encontro colocou em destaque o grande questionamento que ainda existe sobre a responsabilidade pela correta destinação dos resíduos orgânicos e desvio aos aterros. “O grande entrave para essa questão é justamente a mobilização de todos para um caminho bem definido entre a esfera governamental, a conscientização do público e as alternativas tecnológicas para destinação. A realidade atual é que ainda falta transparência na logística do processo e existe um conflito legal na própria regulamentação. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, não é permitido o descarte de resíduos orgânicos em aterros. No entanto, essa prática acontece diariamente. De quem, então, é a responsabilidade: do gerador, do coletor ou do aterro?”, pontua Eduardo Prates.

A boa notícia é que existem tecnologias disponíveis no mercado para priorizar o desvio dos orgânicos aos aterros sanitários. Desde os processos populares, como a compostagem caseira, passando por biodigestores que atendem grandes geradores e cozinhas profissionais, até o biogás no meio rural, em qualquer esfera já é possível transformar os métodos tradicionais em uma nova forma de gerir resíduos colocando a sustentabilidade em primeiro lugar. “Apesar de muitas pessoas ainda terem dúvidas sobre a eficiência do processo, os resultados se mostram claros quando colocados em práticas. O principal desafio, contudo, ainda se concentra na falta de segurança jurídica do setor”, reforça Eduardo.

Independentemente da regulamentação, as soluções existem e já estão sendo implementadas. Consulte os links a seguir para ver mais exemplos e entender como essas soluções podem ser inseridas em sua operação:

A Casa Causa também retratou alguns detalhes do bate-papo que você pode conferir no post a seguir:

40% do nosso lixo é orgânico e poderia voltar para terra. E a gente faz o quê?

Letícia Spinardi 29 de agosto de 2018

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